Na Boca da Picada – Cléber Brito


2ª Casereada da Canção Nativa – Caçapava do Sul – RS – 2010.

NA BOCA DA PICADA

Letra: Roberto Huerta
Música: Cléber Brito
Intérprete: Cléber Brito

Na boca da picada o índio topou com a morte,
Mal dizendo a sorte neste mundo mal costeado…
Comeu de espora, mas o maula se negou
E ali se confirmou a fama de um aporreado!

Benza Deus! Que boca mais encardida,
Coisa mais desmedida este combate de ‘loco’.
Nesta tabuada que a conta dá bem exata,
Ali se morre, ali se mata! Mas nunca se dá o troco.

Tem ‘hóme’ que nasceu pra o lombo de cavalo,
Para domá-lo nas garras da peonada!
E cavalo que nasceu pra o domador
Mostrar o seu valor bem na boca da picada!

Trovejadas de mango e alaridos de espora…
Que a vida vai-se embora num descuido do peão!
O malino não tá pra perder o jogo
Pois tem o fogo nos olhos e a liberdade no coração.

Combate de campo bem na boca da picada,
Que a vida é uma pegada… ‘Hay’ que se ter noção!
O taura se chaira no lombo destes ventenas
E a lida é um poema escrito a quatro mãos.

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