Da Estância Véia – César Oliveira


8ª Estância da Canção Gaúcha – São Gabriel – 2000

DA ESTÂNCIA VÉIA

Letra: Lisandro Amaral
Música: Lisandro Amaral
Intérprete: César Oliveira

Afirma o laço, paysano, que eu embuçalo
Ando à cavalo muito antes das fronteiras
E as boleadeiras que sovei, correndo eguada
São retovadas sem divisas, nem bandeiras

Bucal torcido e um maneador mal sovado
Chapéu tapeado e as marcas no tirador
Golpe de potro que sente o peso das garras
E uma guitarra exaltando o domador

Sou cria da Estância Véia
E pro bagual que veiaqueia
Trago a força no garrão
Um estampa de fronteira
Batizada na mangueira
Com suor de redomão

À moda antiga, ata o queixo que eu encilho
Com este lombilho benzido à moda torena
Em lua buena me sinto um rei da coxilha
Se um da tropilha me pateia as nazarena

O verso é o terço no altar que campereio
E onde mateio busco força pro cantar
Que a estância antiga, companheiro, é um templo santo
E quem é campo, com certeza, há de ficar.

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