Xucra e Forte – Ernesto Fagundes


13º Grito do Nativismo – Jaguari – RS – 1999.
Composição Campeã do Festival.

XUCRA E FORTE

Letra: Robson Barenho
Música: Talo Pereyra
Intérprete: Ernesto Fagundes

Um potro baio galopa
No rumo de meu olhar
Mas não tem potros a tropa
Que “inda” vejo a caminhar

Quem dera que fosse xucra
Quem dera que fosse forte
Mas a força é de quem lucra
As custas de vida e morte

No campo envolto em neblina
O boi brasino se esconde
Mas meu peito desatina
Com ecos de não sei onde

Quem dera fossem debandas
Quem dera fossem de sinos
Mas são gritos de quem manda
Desapropriando destinos

Em truco e jogo de osso
A vida para o momento
Pois não há água de poço
Que se agite com esse vento

Quem dera fosse ligeiro
Quem dera que fossem novo
Mas vento não tem parceiro
E quebra os passos do povo

Meus olhos de boitatá
Campeiam vida no escuro
Querendo sempre alumiar
O caminho mais seguro

Quem dera que fosse perto
Quem dera que fosse claro
Mas eu que rondo liberto
Alerto, canto e não paro

Não há razão que se esconda
Não há sonho que suporte
Meus olhos andam em ronda
Pra saber de vida e morte.

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