Quando a Alma Visita a Saudade – Fabiano Bacchieri


2º Ibicuí da Canção Nativa – Manoel Viana – RS – 2006

QUANDO A ALMA VISITA A SAUDADE

Letra: Zé Renato Daudt
Melodia: Marcelo Oliveira
Intérprete: Fabiano Bacchieri

Uma velha saudade se estamoa em meus olhos
E a alma campeira sai de dentro de mim,
Visitando lugares que o coração sustenta,
Que o tempo tenta, mas não sabe dar fim.

Se achega num rancho, nu fundão de campo,
Onde o seu encanto era alegria pra os dias,
Puxa o banco, mateia, silente,
Mata a sede, escutando velhas melodias.

Num lugarejo perdido, mas, ainda, vivente
Onde minh’alma se sente bem mais caseira,
Meus olhos claros se encontram nessa hora
E aflora da terra minha essência campeira.

Confortada minh’alma, retorna ao presente
Quando chega a hora de comigo matear,
Me conta notícias dos meus antepassados
E revela pra mim o quanto é preciso sonhar.

E o rancho antigo faz parte (desse mundo)
E um sentimento profundo, no fundo, apunhala,
Revirando as ânsias de resgatar minha história
Que a essência campeira carregou na mala.

E uma solidão vem de volta, insistente,
Sovando as saudades guardadas no passado,
Cada vez, minha visão vai ficando mais turva
Pela chuva dos olhos, que deixa o rosto molhado.

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