Madrugada – Ricardo Martins


Estância da Canção Gaúcha – São Gabriel – RS – 1998.

MADRUGADA

Letra: Edgar Ocaña
Música: Ricardo Martins
Intérprete: Ricardo Martins

Os fletes campeiros pastando ao luar,
Refugo meu catre pra sorver nuances
Que a noite pintou na barra do dia,
Quando nasce o pampa a inspirar romances.

O sol vem ao tranco no lombo de um ruano
E a noite lobuna se faz madrugada,
Os mates e prosas se fazem silêncio
Enquanto se encilha pra outra jornada.

Tinido de espora, rangido de bastos
E bater de cascos, se fazem poesia!
Cavalos e homens se tornam centauros
Na pátria gaúcha ao raiar outro dia.

Um zaino escarceia atirando o freio,
Se faz aragana uma potra bragada,
Que ao sentir as “coscas” do laço nos tentos
Bufou contra o vento, pedindo bolada!

Ritual que faz parte da vida de campo,
Porém só conhece quem cedo levanta
E sai campo afora com o sol na garupa
E trás a querência nos versos que canta.

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