Cacimba e Vertente – Angelo Franco


16ª Sapecada da Canção Nativa – Lages – SC – 2008.

CACIMBA E VERTENTE

Letra: Martim César e Fabrício Marques
Música: João Bosco Ayala e Éverson Maré
Intérpretes: Angelo Franco

A cacimba e a vertente
Muito embora parecidas
Na sede que todos sentem
Na água, em goles bebida
Podem ser tão diferentes
Como o remanso e a corrente
Bem como a morte e a vida!

Há homens que sao cacimbas
Não mais que almas cansadas
Aheias visões refletidas
Em suas águas paradas
Em cima passando a vida
Em baixo rota contida
Silêncio, sombra e mais nada!

No entanto, nada encerra
O que nasceu pra vertente
Tal se a seiva da terra
Voltasse sangue na gente…
Quem é terrunho em sumo
Jamais desvia seu rumo
Por ver atalhos à frente!

Compondo seu pergaminho
Pela andarilha vivência,
Segue cruzando sozinho
Reafirmando a existênia…
Um manancial no caminho
Daqueles que aos pouquinhos
Sorvem pureza e essência!

… Há tanto sonho guardado
Rio convertido em fosso
Homens de olhos calados
embora ainda tão moços
Caudais, em vão, repressados…
Que sem um rumo traçado
Trazem silêncio de poço

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: