A Campo Fora – Jean Pablo Machado


18ª Vigília do Canto Gaúcho – Cachoeira do Sul – RS – 2007.

A CAMPO FORA

Letra: André Teixeira
Música: Jean Pablo Machado
Intérprete: Jean Pablo Machado

Um brazino meio sangue
“Apurado” pra poleango
– Refugador de porteira,
Por excelência, matreiro;
De certo não se “olvidava”
Que nunca andei em “sabugo”
E jamais deixei refugo
Quando vou parar rodeio.

Meu pingo já pressentia,
Mascando o aço do freio.

A cachorrada da estância
Carregou adentro do mato,
Batendo atrás do aragano,
Que saltou de cola erguida!
Sem rumo nem direção,
Cortando o campo no meio
Até pechar num costeio
Que ensina as voltas da lida.

Então gritou um “paysano”
Que o touro “ganhou” a várzea!…

Atropelei meu tordilho,
Encostando no “alçado”;
D’outro lado outro centauro
Escorava o atropelo…
Eram três numa carreira
Formando uma só silhueta,
Paleta contra paleta,
Roçando pêlo com pêlo.

Só não sabia o brazino
Que o sangue dos “centauros”,
Também fervilha na artéria…

Talvez o touro maleva
Se alçasse pelo instinto,
Taurenado a força da vida…
… Que brota na primavera.
Quando o setembro fervilha,
Corcoveando pelas veias,
E o rodeio matreireia…
Berrando e cheirando a terra.

Troveja o chão da estância
Num pataleio crioulo!

Só não sabia o brazino
Que o sangue dos “centauros”,
Também fervilha na artéria…
Saudando a pampa em floreio.
Risquei-lhe o lombo com a espora
Para mostrar ao matreiro
Que a paleteada é um sinuelo
De quem refuga o rodeio.

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