Quando a Alma de um Campeiro Volta às Casas – Joca Martins


1ª Nevada da Canção Nativa – São Joaquim – RS – 2003.*

QUANDO A ALMA DE UM CAMPEIRO VOLTA ÀS CASAS

Letra: Eduardo Soares
Música: Joca Martins
Intérprete: Joca Martins

Numa silhueta de outono cai a tarde,
De calmaria e folhas mortas pelo chão;
Roncos de mate e payadas junto ao fogo
Já são relíquias no silêncio do galpão.

Não mais cavalos a mascarem o freio,
No parapeito das casas à ramada,
Até o cusco, parceiro no rancho,
Se foi com a tropa que cruzou na estrada.

Mas, de repente, o mesmo cusco volta ao rancho,
Meio estropeado, fim de tarde de outono…
E sem saber qual o motivo de sua volta,
Corre e retoça, pressentindo o seu dono.

Quando a alma de um campeiro volta às casas,
O fogo, em brasa, se agita sem querer
No galpão grande para os outros chimarrearem
E comungarem a querência, sem saber.

Quando a alma de um campeiro volta às casas,
Até o pingo da encilha vem costear
No cavalete, onde as garras do campeiro
Velam as penas e o direito de montar.

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