Pachola – Luiz Marenco


10ª Coxilha Nativista – Cruz Alta – RS – 1990.

PACHOLA

Letra: Jaime Brum Carlos
Música: Luiz Marenco
Intérprete: Luiz Marenco

Tapeio o chapéu pra trás
que o olhar busca a distância,
se o mundo tem arrogâncias
e encho de sofrenaços.

Só paro onde sobra espaço,
mas se o caminho me atrai,
nem pergunto pra onde vai,
meu rumo eu mesmo que faço!

O horizonte é o limite
do mapa que eu mesmo fiz,
meu mundo não tem porteiras
nem fronteiras meu país.

Não tenho morada certa,
pois quem pára, cria limo!
Se a china me faz mimo,
recebe eitos de amor.

Ninguém me deve favor,
pois uma mão lava a outra…
Ando ajojado na potra,
seja lá pra onde eu for.

Gosto de viver de changa,
serviço sempre me sobra;
a espinha ninguém me dobra,
pois não tenho dobradiça.

E, também, não sou linguiça
pra viver dependurado,
por isso não compro fiado
– quem não pode, não cobiça!

Eu nem sei se sou feliz
e, também, não me interessa!
Quem não corre, não tropeça,
mas sempre chega atrasado.

E como diz o ditado:
boi lerdo bebe água suja!
Tómo sopa de coruja
quando me encontro enfastiado!

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