Madrugada – Marcelo Oliveira


6ª Nevada da Canção Nativa – São Joaquim – SC – 2016.

MADRUGADA

Letra: Adriano Alves
Música: Marcelo Oliveira
Intérprete: Marcelo Oliveira

Não vim dizer que a saudade
Hoje se apossou do mate;
Que a madrugada serviu…

Nem que as razões dos silêncios
Vieram chorar no lenço;
Os seus motivos de rio.

Enquanto a lua sonhava
Sua forma inteira, prateada;
Ainda vestida em minguante…

Encontrei meu verso amargo
Que há muito, andava minguado;
E que pensava, distante.

Mas chegou com voz de tempo
Talvez a mesma que o vento;
Insiste em soprar na quincha.

E adentra o simples do rancho
Beijando a carda do poncho;
Por entre o vão de uma frincha.

Meu templo sim, de alma e barro
Onde as orações do pago;
Repetem sua existência.

Frente a uma luz amarela
De um fraco toco de vela;
Frágil como a própria essência.

Talvez guardiã dos silêncios
Que ainda choram no lenço;
Os seus motivos de rio.

E que compreendem a saudade
Que hoje, se apossou do mate;
Que a madrugada serviu.

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