Jeito de Missioneiro – André Teixeira


16º Acampamento da Canção Nativa – Campo Bom – RS – 2017.

JEITO DE MISSIONEIRO

Letra: Jaime Brum Carlos
Melodia: Marcio Correia
Intérprete: André Teixeira

Sou missioneiro da cepa
Crioulo ali de São Luiz,
Onde bugio não é mico
E codorna não é perdiz…

Trago na pele o bronze
Dos sinos das reduções
Tostada pelo minuano
E pelos sóis de verões.

Meu serviço é de a cavalo
Nas domas e tropeadas,
Nunca nego uma ajuda
Nem corpeio uma quarteada.

Tenho um mouro bragado
Calçado nas quatro patas,
Um destaque nos rodeios
Luzindo o freio de prata.

Esse é meu jeito missioneiro, esse é meu jeito,
Quando abro o peito eu faço tremer o chão.
Esse é meu jeito missioneiro, esse é meu jeito,
O meu defeito é pensar com o coração.

Eu só faço o que eu quero
E o que Deus me permite
Só escuto o que me importa,
Não dou nem peço palpite.

Tenho um campinho lotado
– Ovelha e gado de cria –
Trabalho pra o meu sustento
Na luta do dia-a-dia.

Não dependo de favor
De governo ou de patrão,
Não entro em campo alheio
Se não tiver permissão.

Não abro mão do que é meu,
Se não for meu eu não quero.
Se for pra um mate e uma prosa
Podes vir que eu te espero.

Meu vício é mate e cachaça,
Carreira e jogo de osso,
Se eu lido co’o chinaredo
É por gostar de retoço.

No más, eu não sou melhor
E nem pior que ninguém,
Não precisam me ajudar,
Basta que me queiram bem.

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