A Boca da Noite – Léo Almeida e Maria Helena Anversa


14ª Tertúlia Musical Nativista – Santa Maria – RS – 1994.
Composição premiada com o Segundo Lugar.

A BOCA DA NOITE

Letra: Pérsio Espíndola
Música: Ruy Martins Felten
Intérpretes: Léo Almeida e Maria Helena Anversa

No fio da noite a saudade se intromete,
Mais travessa, mais moleque, vem mexer dentro de mim;
E, nesta hora, o silêncio bate e chega
Pra trazer desassossego, mais lembranças, coisas assim…

Se não bastassem solidão e nostalgia,
Traz consigo o fim do dia essas noites de verão;
Vem na garupa de aparentes noites calmas
Uma tropa de fantasmas pra magoar meu coração.

Ah, se a viola me ajudasse num ponteio,
Me trouxesse quem não veio, quem guardou-se pra não vir.
Em vez de viola entristecida nos meus braços,
A mulher seria o traço para a noite, em paz, cair.

A noite trouxe a incerteza que vagueia,
Trouxe, além da lua cheia, a tristeza do luar…
E minha tropa de ilusões perdeu o rumo,
Se fez pássaro noturno e fez morada em seu olhar.

Não acredito que, no fundo do seu peito,
A chinoca, de algum jeito, não irá chorar também…
Que nada sente quando o outro vai embora,
Não tem olho de quem chora e ter saudade é que não tem.

Ah, se a viola te mostrasse num ponteio
Que o passado é um rio de anseios engolido pelo mar;
Que eu sou presente, nos teus braços sou viola
Que, tangida, te consola nessas noites de luar.

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