Cabanha Toro Passo – César Oliveira e Rogério Melo


32ª Califórnia da Canção Nativa do RS – Uruguaiana – RS – 2003.
Vencedora da Linha Campeira e foi escolhida pelo público como a Melhor Composição dessa edição da Califórnia.

CABANHA TORO PASSO

Letra: Mauro Moraes
Música: Mauro Moraes
Intérpretes: César Oliveira e Rogério Melo

“Lindera ao passo velho do Toro Passo
Desde os tempos da linha férrea
Passando o bolicho do Gaiola
A vida lá fora, vista do arroio do fundo
Me cala fund quando apeio ali, na Cabanha Toro Passo”

Quando uma milonga fronteira
Floreia grongueira, charlando distâncias
De campo e de flor, por onde for
Um tempo novo abre os trabalhos
Metendo cavalo com o pinho nos braços
Fazendo um fiador pra alguma dor

Quando uma milonga marcada
Cutuca por nada, mandando a palavra
“Botá” no serviço a inspiração
A vista do lombo do arreio,
Chuleia “os terneiro”, a eguada, “os carneiro”
E a cuscada ovelheira no corredor

Quando uma milonga buenaça
Ponteia lindaça, fazendo fumaça
Pra um chibo estendido n’alguma cruz
A gente faz tudo que gosta
Mas só quem se topa, termina na volta
Deitado nas cordas, ouvindo um violão

Então tá! Que tal “fechá” um mate, tocando pro gasto
Com a alma lavada, cheirando a pasto
Batendo na marca de um milongão
Então tá! Que tal quebra o cacho da cola dos planos
Largar a galope e a todo pano
Matar a saudade de rir e chorar

Milonga, milonga!

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