Yuyo de Espinhos – Luiz Marenco


22º reponte da Canção – São Lourenço do Sul – RS – 2006.

“YUYO” DE ESPINHOS

Letra: Sérgio Carvalho Pereira
Música: Luiz Marenco
Intérprete: Luiz Marenco

O canto é ponta de espinho,
Desses de campo dobrado…
Sente o peso do caminho
Quem traz um verso cravado,
Roseta de primavera
Rengueando o cusco aperreado.

Aquele que é dessas voltas,
Sabe onde arde a coivara
– Brasa que gruda e não solta;
Felpa seca de taquara;
Unha-de-gato em picada
Marcando o poeta na cara!

A dor ardida do verso
É tombo em caraguatá…
É universo sem resto,
Preso no espinho de juá
– Depois que entra na carne,
É uma vida pra arrancar!

Poeta não é ofício,
É vida em campo queimado!…
As feridas deste vício
De não costear alambrado,
Na alma marcado de puas
De se atirar nos farpados.

Pra cada rima – um cantar,
Uma rima – cada dor…
É tanto campo a povoar
Pra um “gadito” de corredor;
O verso é “yuyo” pra febre
Da alma do cantador.

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