Quadros Campeiros – José Pedro da Rosa Lima


9º Festival Tradicionalista de Mata – Mata – RS – 1996.

QUADROS CAMPEIROS

Letra: Antônio Augusto Ferreira
Música: José Pedro da Rosa Lima
Intérprete: José Pedro da Rosa Lima

De madrugada!…
De madrugada vai correndo o chimarrão,
A cambona no tição, atenção pra não virar!
Vamos, moçada, que hoje é dia de rodeio,
A cavalhada já veio, tá na hora de encilhar!

Larga essa cuia que vem ‘as barra’ do dia
E a lida será macia pra quem cedo começar.
Estira o laço que a fazenda tem por norma:
Botar cavalos na forma pra moçada embuçalar.

Não palanqueia, irmão! Não palanqueia, não!
Não palanqueia, que esse potro corcoveia…
… Que esse potro corcoveia, se boleia e mete as mãos!
Ai, não! Que esse potro corcoveia!
Ai, não! Se boleia e mete as mãos!

De cavalos!…
O meu cavalo, rosilho e pratreado-estrelo
Conhece boi …. quando me ajuda a apartar.
Pega de cepo, paleteia o boi do aparte,
Corta refugo, descarte cada qual pr’o seu lugar.

Pega na orelha, tapa o olho do meu lado
Que esse bagual é safado, nega estribo no montar!
Larga esse maula pra corcovear no sereno
Que eu quero ver se ele é bueno na hora do pau pegar!

De cachorros!…
Chama a cuscada que a invernada é puro morro
E a ganiço de cahorro se tira o boi do capão.
Fecha o rodeio e a cachorrada de escolta
Vai conduzindo de volta pr’o rodeio algum fujão…

O meu cachorro, cusco louco de ladrão,
“Róba” um osso do galpão, de canela de zebu.
E esse osso, sem pelanca ou caracu,
É um osso muito grosso que não passa no pescoço!

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