Bacudo – João de Almeida Neto


6ª Vigília do Canto Gaúcho – Cachoeira do Sul – RS – 1988.

BACUDO

Letra: Mauro Moraes
Melodia: Chico Saratt
Intérprete: João de Almeida Neto

Nasci bacudo, me criei pra fora,
mas um cambicho um dia me pegou,
me pôs cabresto onde eu domava a lida,
e ainda por cima me desarranchou.

Como voltar a gauderiar meu rumo,
pico-de-fumo, pito amarelado!
Se a gurizada que eu ralhava o mango,
ainda sem tranco e me lavando o amargo.

Me apaixonei, já logo de começo,
sabia eu aonde estava entrando,
nem sei se quero, nem sei se te mereço,
só sei que cedo, eu acabei casando.

De estampa guapa, melena tosca,
de pouca fala e mateio gacho!
Varro a varanda, desde que casamos,
eu que cozinho e ainda lavo as pratos!

Mas quando esse marasmo irá mudar?
O meu destino não foi feito pra “atá”,
olha compadre me desculpe o jeito,
vai levar tempo, pra alguém me “amansá”.

Diz que a saudade, deu cancha pro sol!
E que a distância anda por perto da visita,
me serve um trago, enquanto encilho o bagual,
não leve a mal, mas vou mudar de vida.

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