A Alma Caseira Desses Sonhadores – Gustavo Teixeira


16ª Comparsa da Canção – Pinheiro Machado – RS – 2002.

A ALMA CASEIRA DESSES SONHADORES

Letra: Gujo Teixeira
Música: Alessandro Ferreira
Intérprete: Gustavo Teixeira

A alma caseira desses sonhadores
Têm os olhos fechados quando ela quer;
Têm sonhos eternos e medos errantes
Nos olhos distantes de alguma mulher;
E, às vezes, se entrega por ser costumeira,
Mostrando-se inteira pra quem bem quiser…

Não sabe ainda das coisas do longe
Que a vida revela pra quem merecer,
Nem sabe que o tempo e a distância revelam
Saudades que levam a gente a esquecer…
… Das tantas volteadas e dores sentidas
Que amarram a vida só pra nos prender.

Guerreira alma caseira – olhai por nós…
Que cultivamos sonhos demais pra um corpo só;
Que andamos, às vezes, bastante perdidos…
Um pouco esquecidos nestes cafundós.
Pois tu que conheces todas minhas caras
Vem, solta as amarras, e desfaz esse nó.

Queria que o tempo mandasse notícias
Das vozes antigas que a garganta calou;
Memórias que a alma, às vezes, renasce,
Como se escutasse alguém que cantou
Os versos melhores daquelas saudade
Ou alguma verdade que o passado olvidou.

A alma caseira desses sonhadores
Não cabe no corpo se a vida extravasa,
Parece que ganha seus rumos intensos,
Às vezes, imensos pra força das asas…
E aos olhos dos outros se mostram constantes
Mas viajam distantes sem sair de casa.

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